sábado, 19 de julho de 2014

“O QUE? TEM TRABALHO PRA AMANHÃ?”

Gabriela Costa

  O fim do semestre já está quase aí e com ele, chegam os temidos deadlines para entrega de atividades. Se você já está com tudo encaminhado, faltando apenas uns retoques finais, meus parabéns! Você é uma pessoa organizada — o que é muito raro.
  Infelizmente, boa parte (pra não dizer a grande maioria) dos estudantes, deixa tudo para a última hora.
  Se você se enquadra nesse perfil, não se desespere. Basta saber se organizar que você vai conseguir cumprir todas as suas tarefas e ainda ter um tempinho livre para relaxar.
Aqui vão algumas dicas:
1)  Separe prioridades;
  Saiba dar a cada tarefa, sua devida importância. Sempre vai existir aquele trabalho que exige mais tempo e concentração e aquele que você sabe que vai conseguir executar com mais facilidade. Para os mais complicados, reserve um pouco de tempo todos os dias e, para os menos, reserve dois dias da semana, por exemplo.
2)  Visualize;
  Arrume uma agenda ou calendário que te permita anotar todas as suas atividades e visualizá-las. Isso é muito importante para se ter a dimensão de tudo aquilo que precisa ser feito e te ajuda a ter um controle mais rígido. Não adianta querer confiar só na sua mente, provavelmente é por isso que você se tornou uma pessoa desorganizada.
3)  Cronometre seu tempo;
  Apenas organizar o que deve ser feito não é suficiente. É muito importante também, separar a quantidade de tempo necessária para a execução de cada tarefa (até para as de lazer) e se policiar para nunca sair do limite. Se acontecer de você finalizar uma atividade antes do previsto, use o tempo livre para adiantar outra que seja mais complicada ou ler. Nunca perca o ritmo. Se relaxar fora da hora, vai ser muito difícil pegar no tranco de novo.
4)  Mantenha o foco;
  Para que todas as dicas acima sejam realmente úteis, você precisa adquirir o hábito da disciplina. Essa, sem dúvida, será a parte mais difícil. Tenha bastante cuidado com as redes sociais, elas são traiçoeiras.
  É bom lembrar que essas dicas não precisam ser aplicadas, necessariamente, em um momento de crise. Você pode leva-las para a vida toda!
  Não vai ser fácil, porém, se você se esforçar, verá que se tornar uma pessoa organizada e produtiva não é um bicho de sete cabeças. No final das contas, é uma mudança de hábito que vale muito a pena.
  Lembre-se: o seu único obstáculo é você mesmo.


terça-feira, 29 de abril de 2014

Notícia

 Universidades abrem inscrições para vestibulares de inverno

Foi dada a largada para quem pretende ingressar no segundo semestre

 Engana-se quem pensa que o período fértil para entrar na tão sonhada faculdade já passou. Esta semana mais de dez instituições públicas e privadas espalhadas pelo país, abriram inscrições para o vestibular de inverno, que possibilita o ingresso nos cursos do segundo semestre de 2014.
 O período de cadastramento é variável de acordo com cada instituição, mas, o prazo da maioria é de aproximadamente quarenta dias, ou seja, tem encerramento no fim da primeira quinzena do mês de junho.
 Há ainda as universidades mais humanizadas que oferecem descontos na taxa de inscrição para quem se cadastrar no vestibular até o próximo dia 20.
 Essa facilidade também se estende para aqueles que ainda não estão preparados para a nova empreitada. Alguns cursos preparatórios também abrem as portas para as novas turmas de maio. E nessa modalidade a vantagem é ainda maior, já que existem provas de bolsas quem em alguns casos garante a isenção total da mensalidade.
 Os interessados nos cursos de graduação e/ou preparatórios, podem se inscrever pessoalmente ou via internet. 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Diz Aí !

Eu tenho um sonho!

Estudantes Pré-Vestibulares e Universitários contam o que atraem no curso escolhido e o que esperam da vida profissional

"Meu sonho é me formar em Medicina, eu amo esta profissão e sou completamente apaixonada por crianças. Estou me esforçando muito, estou no último ano do ensino médio e faço cursinho no período da tarde, o que me inspira são os pequeninos. A rotina de estudos é pesada, cansativa e muitas vezes exaustiva, mais tenho certeza que no futuro valerá a pena, serei uma doutora bem remunerada, e alcançarei todos os meus objetivos através disso, e do amor e carinho com que trato o próximo e ficarei gratificada(sic) em poder ajudar."
Thalita Angela, 16, Estudante do 3° Ano do Ensino Médio no Colégio Dom Pedro - Taboão da Serra/SP, e Estudante do Cursinho Objetivo.

"Meu sonho é passar na faculdade de medicina, entretanto, a possibilidade de eu não passar este ano é muito grande , pois é o curso mais concorrido. Tenho aula todos os dias até as 17h praticamente , com exceção de sexta. De terça feira faço curso de redação a noite e chego em casa bem tarde. Durante o sabado faço cursinho das 7h as 19h . Saio da escola e faço 1h de academia, e depois fico até a noite estudando, as vezes viro a noite quando tenho prova. No domingo passo o dia estudando e só paro para ir na escola. Todas as pessoas do meu curso que almejam passar na faculdade de medicina estão há três anos - no mínimo - fazendo cursinho. Acho que a maior dificuldade é a falta de confiança ao pensar que todos afirmam que é impossível passar no primeiro ano de vestibular para medicina. A pressão sentida é muita , mas temos que aprender a conviver com isso para alcançar o sonho. E pode demorar 3 anos, o que importa é eu passar."
Bruna Faustino, Estudante do 3°ano do Ensino Médio no Colégio Gibran- Taboão da Serra/SP

"Sempre tive um carinho especial pelas palavras, e por tudo aquilo que elas podem transmitir. Trabalhar com isso é muito especial, principalmente quando o que você transmite é a verdade. Tenho dois grandes sonhos dentro da profissão: O primeiro é estar presente em acontecimentos históricos, acompanhando de perto capítulos importantes das mudanças no Brasil e no Mundo. O segundo é ter a liberdade de sempre dizer a verdade, sem se preocupar com nenhum patrocínio ou possível repressão. Claro, considero o primeiro objetivo mais palpável."
Weslley Silva Neto, 18, Estudante do 3° Semestre do curso de Jornalismo da FAPCOM (Faculdade Paulus de Comunicação)

"Ingressar numa universidade, fazer uma graduação e ser um boa profissional, sempre foi meu sonho. Desde meus estudos na escola primária, comecei simpatizar com a ideia de ser professora. Eu, acredito que ensinar é uma arte. Exige paciência e muita dedicação. Além disso, eu amava aprender, gostava muito de auxiliar meu colegas que tinham dificuldades em assimilar os conteúdos. Ao ingressar na Universidade, estou adquirindo a noção da responsabilidade de um pedagogo. A educação é a base da organização da nossa sociedade. É tarefa do pedagogo, lecionar com excelência, identificando métodos de ensino eficazes para que o aluno possa aprende adequadamente. O curso preza os aspectos humanos, desde a psicologia à compreensão da organização social. Infelizmente, o profissional de pedagogia é totalmente desvalorizado. Tenho a plena consciência de que enfrentarei diversos problemas durante a minha jornada profissional (faixa salarial baixa, problemas sociais e culturais; problemas que todos nós conhecemos...). Mas, eu estou completamente realizada, pois acredito que essa é uma profissão modificadora e essencial para o sistema social."
Janyne Moreira de Sena, 18, Estudante vinda de escola pública, recém-aprovada para Pedagogia na Usp (Universidade de S.Paulo)


"Meu sonho na área profissional é atuar com mídia televisiva, se for necessário farei uma segunda graduação em rádio e tv, agregando estudos fora do pais, envolvendo idiomas, pós graduação, mba. Junto a isso, gostaria de ter uma empresa própria, começando com empresa on-line, conforme crescimento e demanda expandir para outros 'pontos'."

Valquiria Nunes Pereira, 21, Estudante do 5° Semestre do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Anhembi Morumbi

" Meu sonho é poder 'ajudar' as pessoas a se tornarem melhores ,a ver que na vida sempre há uma saída, ouvir as misérias humanas."

Anne Gabrielle, 17, Estudante do 1°Semestre do curso de Pscicologia no Centro Universtário FacVest - RS

"Meu sonho sempre foi trabalhar na área da construção civil. No início ainda não tinha certeza se seria engenharia ou arquitetura. O que me ajudou muito a escolher definitivamente, e me agregou muito em larga escala profissional, foi o curso técnico em edificações; que além de me ajudar a decidir me deu uma profissão. Sem contar as portas para o mercado de trabalho que foram abertas. Bom, ao término deste, cheguei a conclusão de que iria trilhar o caminho da engenharia civil pois sempre fui fascinado por grandes estruturas. E aqui estou em meu último ano, muito feliz com a escolha. Amo o que eu faço e é um sonho que está prestes a se realizar."

Lucio Ramos, 23, Técnico em Edificaçãoes pela Etec, e estudante do último ano de Engenharia Civil na Universidade Mogi das Cruzes (UMC)

Reportagem

Cotas: alternativa ou solução ?

Após 1 ano, sistema de Cotas ainda causa polêmica

Por: Amanda Pereira 
(Elaborada como material de avaliação durante o 2° Semestre do curso)

Aprovada em 29 de agosto de 2012 a Lei de Cotas visa inserir jovens de baixa renda – concluintes do Ensino Médio Regular ou Educação de Jovens e Adultos em escola pública ou obtido o certificado de conclusão do ensino médio pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) – , pardos, negros e indígenas em Universidades Públicas. Até 2016, 50% das vagas serão destinadas a estes estudantes.

Desde sua aprovação, as opiniões são variadas acerca da Lei. As críticas surgem principalmente sobre a declaração de ser negro. O principal argumento é que, dessa forma, instala-se a diferença de raça de forma clara no Brasil.

Para o antropólogo, escritor, dramaturgo e gestor público Luiz Eduardo Soares, em entrevista ao site Nota de Rodapé, as diferenças escolares entre negros e brancos se repetem há muito tempo, e o problema do racismo precisa ser solucionado – ou amenizado. “É preciso agir de imediato, recorrendo-se aos mecanismos disponíveis, ou seja, adotando-se políticas públicas pragmáticas de efeitos tópicos e imediatos. As cotas incluem-se nesse repertório de ações públicas que não constituem soluções, propriamente, mas mitigações e redução de danos.”

Sobre a questão do mérito para o acesso, Luiz Eduardo indaga se as oportunidades para o ensino foram as mesmas. “As condições com que contaram para a formação escolar foram muito diferentes: a qualidade das escolas foi diferente, a qualidade de vida em casa, no transporte, assim como terão sido distintas as chances de acesso aos livros e ao material didático pertinente”, analisa.

Já Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo, vice-presidente do Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, Ciência e Tecnologia, contrária a Lei, vê como o melhor caminho para a solução do problema de acesso ao ensino superior a adoção de um amplo programa de financiamento a estudante carente, mas “academicamente capaz”.

Além disso, acredita que é papel do governo promover incentivos ao estudo, e não das Universidades. “(as Universidades Públicas) precisam ser preservadas de responder por este tipo de política de inclusão social, que é de estado e não delas.”

Já Josete Lima dos Santos e Regina Helena Pires, professoras da rede pública, disseram ser a favor da lei.

Para Josete, há 18 anos nas salas de aula, as cotas precisam existir. “A Universidade não pode dar as costas aos alunos. Claro que existe a defasagem, e seria muito melhor investir na educação pública”, argumenta.

Regina, formada em Letras pela Universidade de São Paulo em 1981, vinda de escola pública, lembra que passou por situações de preconceito por ser negra, principalmente por parte dos docentes. “Eles (professores) olhavam de baixo a cima para mim. Posso falar por experiência própria: sofri muito.” Acrescenta, ainda, que vê “uma dificuldade muito grande de aceitação dos alunos cotistas”.

No ponto de vista das educadoras, o desamparo aos alunos que entram pela existência de cotas é o principal fator que precisa mudar. Questionadas sobre o que poderia mudar, a resposta é clara: investimento na educação básica!

Em relação a existência do projeto, Josete é mais radical e acredita que “a Universidade só está tentando amenizar o sofrimento social”, e acha que ela tem que fazer alguma coisa sim. Mas pondera que os frutos só serão vistos daqui uns 10, 15 anos.

Editorial

To sir, with love

Equipe Go On

 Ah! O professor! Durante a nossa vida, conhecemos inúmeros deles. Pessoas que se dispõem a ensinar, transmitir seu conhecimento e ajudar seus alunos e atingirem seu melhor, alcançar seus objetivos e continuar a progredir.

Inevitavelmente criamos vínculos com eles que, em alguns casos, são levados para a vida toda. O mais importante para nós, alunos, é o que aprendemos com eles, o modo como aprendemos; é assim que se estabelece uma boa relação aluno—professor. A cor da pele, tipo físico ou idade raramente interfere nesse processo.

 Recentemente, uma decisão do Governo Estado de São Paulo causou grande polêmica em diversos veículos de comunicação. Professores, concursados e altamente gabaritados, foram impedidos de assumir seus cargos de direito por conta dos seus índices de IMC, considerados altos para os padrões “aceitáveis” pela instituição. Mesmo tendo sua boa saúde atestada por diversos outros exames, se no momento da perícia médica for constatado um nível elevado de massa corporal — indicando obesidade mórbida—, o profissional será considerado inapto a exercer sua função.

 A justificativa dada é a de que considera-se não apenas a  capacidade laboral atual do professor, mas também um prognóstico que analisa a saúde a longo prazo. Trocando em miúdos, se você está acima do peso, é mais propenso a ter problemas de saúde e o governo não quer arcar com os custos do seu tratamento, sendo você um funcionário público, e nem se dar ao trabalho de colocar outro professor em seu lugar. O que faz muito sentido, se termos em mente que pessoas magras são imunes a qualquer tipo de doença!

 É inconcebível que a capacidade de ensinar de um indivíduo seja medida por um aspecto tão insignificante quanto esse. Um professor bom é aquele que consegue transmitir conteúdos de maneira clara e sanar dúvidas, isso pode ser feito por uma pessoa gorda ou magra.

 Vale lembrar que o IMC é um indicador que vem sendo questionado pela comunidade médica. A ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade) não o considera como um método adequado para medir a saúde de uma pessoa porque existem algumas doenças cardiovasculares causadas por gordura localizada em certas regiões do corpo e essa gordura não é considerada pelo IMC.  

 Um governo que toma atitudes como esta, baseadas na ignorância, não é um governo competente e digno. Um governo que adora levantar a bandeira da igualdade, mas que na hora “H” é o primeiro a discriminar, é mentiroso e enganador.

 A rede pública de educação está longe de ter a quantidade necessária de professores capacitados, não deve tratar os poucos que tem com tamanha leviandade.


Reportagem


O Passo a passo do Futuro
         Descomplicando o financiamento estudantil

Por Caroline Pasternack; Infográfico por Patrícia Braga

Vontade de crescer e ter uma vida melhor, motivação usada por muitos jovens na hora de escolher ingressar no ensino superior. Pode ser também, a realização de um sonho, ou a resposta à pergunta: “O que ser quando crescer?”, para alguns, é mais que obrigação e sim um desafio entrar na vida acadêmica. Primeiro vem a escolha do curso, depois a instituição e ai o problema sobre quem paga essa conta. Para muitos, os pais são a solução, mas para outros não há muito o que fazer, a não ser batalhar mês a mês para quitar as mensalidades. Eis que de repente, a conta não fecha mais e desistir não é uma opção, para essa demanda surgem os financiamentos estudantis.

Alguns bancos privados oferecem financiamento, mas o mais popular entre os estudantes é o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) oferecido pelo governo federal através dos bancos Caixa Econômica e Banco do Brasil. O programa consiste em financiar de 50% a 100%, o valor do curso, dependendo da renda familiar do estudante, cujo pagamento será feito após 18 meses depois da utilização. O programa passou por algumas mudanças nos últimos dois anos, como diminuição da taxa de juros (atualmente está em 3,4% ao ano), exclusão de uma das fases, que aumenta o tempo de carência ao pagamento e maior período de amortização(pagamento) que é de três vezes o tempo em que o estudante permaneceu no financiamento, acrescido de 12 meses.

Este período é importante pois o estudante consegue entrar no mercado de trabalho e se estabelecer, para assim começar a quitar as parcelas, como afirma a estudante de Designer Gráfico, Marjorie Nunes, 21, “Pretendo completar o curso fazendo uso do programa, pois mesmo conseguindo um emprego, seria um pouco difícil manter a faculdade e o elevado custo das mensalidades”. A dificuldade em uma boa colocação e os altos preços, prejudicam os futuros estudantes a conseguir acesso ou até mesmo manter. “O FIES ajuda aquelas pessoas que desejam ingressar na faculdade e não tem as condições financeiras exigidas pela universidade, no meu caso, se não fosse pelo programa eu não poderia estar estudando neste ano”, completa.

Papelada

Como em todo financiamento, há exigência de diversos documentos para comprovar as informações declaradas ao site, filas e idas ao banco, necessitando de bastante paciência do estudante que realmente tem interesse de ingressar em seu curso. Para realizar a validação dos documentos, cada instituição conta com um núcleo chamado CPSA (Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento), que realiza a triagem e encaminha o aluno ao banco escolhido para conclusão do financiamento.

Em algumas universidades como a Anhembi Morumbi, que concentra sua comissão no campus da Paulista, as senhas para atendimento são entregues à partir das 8h, mas a fila na porta da faculdade começa às 6h e a espera para ser atendido pode durar até 12 horas, correndo o risco de não estar com os documentos corretos. “Muita gente vem à CPSA sem muita informação, com documentação faltante e irritados por não estar com tudo certo, ou acreditar que poderia fazer o financiamento e não conseguir, mas esses transtornos poderiam ser evitados se as pessoas se informassem melhor, nosso trabalho é esclarecer o máximo possível e conseguir ajudar a realizar sonhos",diz Rodrigo Faber, 28, atendente da Comissão da universidade FMU.

Já o banco afirma que muita gente chega à fase final mal informado pela faculdade.” Os estudantes acham que ao chegar no banco leva cinco minutos para resolver e gerar o contrato, além de faltar documento. Quando não há fiador, é mais simples, mas quando há necessidade é como se aumentássemos uma etapa, e quase nenhum deles chega aqui com essa informação”, explica Ida Franco Costa, 50, Auxiliar de atendimento da Caixa Econômica. O fiador precisa ter renda igual ou superior a duas vezes o valor da mensalidade e pode ser familiar do aluno. Não é necessário caso a renda per capita da família, seja de até um salário mínimo e meio ou que o aluno queira ingressar em cursos de licenciatura.

Apesar da confusão nas informações e um pouco de cansaço na contratação do financiamento, é uma porta a mais para o estudante e uma possibilidade de conseguir sua realização profissional e pessoal. “Achei que exigiram documentos desnecessários, fui três vezes à faculdade e ainda assim faltava algo. Acredito que para quem que não possui condições de estudar, o programa ajuda muito, a taxa de juros é pequena, não gerando muitos reajustes. Hoje tenho o meu curso financiado pelo FIES e não me arrependo, mesmo sendo um processo um pouco demorado, valeu muito a pena”, comemora Carolina Melo Alves,19, Auxiliar administrativa e estudante de Administração. Com mais essa possibilidade em mãos, cabe ao estudante decidir o melhor para seu futuro.
 
ETAPAS DA CONTRATAÇÃO        





sábado, 26 de abril de 2014

Resenha

Realidade na ficção: o cenário do Ensino Superior no Brasil

Felipe Pena, autor de obras da trilogia do Campus, aborda em Fábricas de Diploma aspectos da conturbada conduta seguida no Ensino Superior do País e de outros temas socialmente relevantes

Por Amanda Pereira 

Publicado originalmente com o título de "O analfabeto que passou no vestibular", o romance policial Fábrica de Diplomas (Felipe Pena, Editora Record, 2011, 332 páginas) é envolvente do começo ao fim. Com a temática pouco abordada , o mundo universitário (dividido entre livros, amores impossíveis e festas regadas a drogas e álcool ), o autor faz diretas críticas ao atual mercado educacional.

O enredo num todo envolve a faculdade Bartolomeu Dias, uma das maiores do país. A estudante  de farmácia Adriana é misteriosamente baleada no campus da Barra, no Rio de Janeiro. Com ela, encontrava-se um papel amassado, responsável por mudar o rumo de muitos personagens. Essa estranha fatalidade preocupa o reitor - por estarem negociando a entrada de um grupo de investidores estrangeiros com intuito de quitar déficit financeiro - que coloca Antonio Pastoriza (coordenador do curso de Psicologia) para investigar o ocorrido. Nesse percurso, o psicanalista passa por poucas e boas: conflito entre grupos de milícia e traficantes; descrença com a profissão escolhida; desafio em descobrir quem é o tal Doutor, nunca visto por ninguém, mas de principal importância no decorrer da história; e o reencontro com a jornalista e também professora Nicole Barros, uma ex-namorada.

O ponto central, sem dúvidas, é a crítica ao sistema de educação. No entanto, outras temáticas também são apontadas: o papel e a influência da mídia no contexto social; a notícia apenas como produto e a ocultação da verdade - o "showrnalismo"¹ e o objetivo de conquista de prêmios; a troca de favores no meio. Pena detalha também o desempenho dos professores e alunos em sala de aula. Em uma de suas exposições, a professora-jornalista analisa o que acontece quando fábricas de diplomas vigoram a todo vapor:
" Dizia a professora Nicole: … para a turma de sessenta pós-adolescentes na sua frente. [...] Uma pequena parte, não mais que cinco ou seis estudantes, conseguia acompanhar o pensamento da professora e esboçar algum talento nos exercícios práticos. Outros trinta ou quarenta apresentavam um rendimento mediano, suficiente para passar na facilitada prova final, mas incompatível com o mercado de trabalho, para o qual jamais estariam preparados. E ainda havia o pessoal do fundo, cuja a presença na sala era apenas física, Já que não tinham os instrumentos básicos para a profissão, como raciocínio lógico e um razoável domínio da língua portuguesa. (pg. 64)
A narrativa, embora ficcional, é um retrato fiel - se não bem próximo - da realidade. Os altos investimentos de estrangeiro, o declínio da qualidade de ensino, a facilidade na criação de cursos, o jogo de forças por alunos/clientes, além, claro do "faz-tudo" por poder, são outros pontos levantados por Pena, os quais aproxima e instiga o leitor a se colocar dentro da obra.

O curioso título inicialmente dado não foi à toa. Lucas (como se chama o intrigante personagem no livro: analfabeto que passa no vestibular e é aceito na faculdade) realmente existiu². Com seu faro de jornalista-cronista, Felipe Pena aproveitou um fato verídico para criar a história (por isso se aproxima tanto da realidade); sacada inovadora, inusitada e atraente. 

Agradável da primeira à última linha, Fábrica de Diplomas provoca sérias reflexões no leitor - a começar pelo título. Mesmo com a quantidade de personagens secundários, tudo ficou amarrado e completo; e a leitura, ainda assim, é simples e dinâmica. O suspense é outro ponto chave, e eleva o interesse. 

Caso sinta a curiosidade em ler, atente-se para o fato de que "o livro é uma leitura para corajosos que não têm medo de enxergarem na literatura o grito anarquista, o qual denuncia as injustiças e faz piada com a realidade, desmascara as ilusões e dá um soco no estômago daqueles que acreditam que tudo está normal"³ 





¹ - Termo empregado por José Arbeux Jr ao falar do tratamento dado à informação, a "notícia com espetáculo.
² - Em 2001 ocorreu o caso de uma faculdade privada do Rio de Janeiro que aprovou um analfabeto no curso de Direito. O fato aconteceu durante uma reportagem ,para comprovar empiricamente o declínio da qualidade do ensino, com base em uma pesquisa elaborada. Para saber mais:  http://www.conjur.com.br/2001-dez-10/analfabeto_passa_vestibular_direito_rj
³ - Vilto Reis, site Homo Literatus.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Nota

FEIRA VOLTADA PARA ESTUDANTES COMEÇOU HOJE

Amanda Pereira

 Pela 17° vez, foi dada a largada para a EXPO CIEE. A feira, voltada a estudantes de todos os níveis escolares — em sua maioria ensino médio, técnico e superior —, é organizada anualmente pelo Centro de Integração Empresa-Escola e realiza-se na Bienal do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

 Segundo o próprio CIEE, durante os dias de evento serão oferecidas 5.000 oportunidades de estágio, 2.000 de aprendizagem, além das 100 palestras e oficinas distribuídas pelos stands de 70 expositores. Estima-se que o número de visitantes chegará a 65 mil.


 O evento começou hoje, e ainda dá tempo de participar, basta emitir sua credencial pelo site oficial do evento, http://www.ciee.org.br/portal/hotsites/feiradoestudante2014/index.html, ou na chegada ao local.  

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Reportagem

CONHECER O MUNDO E A SI MESMO

“Digo e repito para todos que me perguntam se vale a pena: É a melhor coisa que você vai fazer na sua vida.”

Thainá Miranda e Gabriela Costa

 Passar sete meses longe de casa não é pra qualquer um, mas Isabella Alvarenga conseguiu contornar a saudade de casa na Austrália e de quebra passar mais uns dias desbravando a Tailândia, Indonésia e Nova Zelândia.

 No auge dos seus 21 anos, Isabella é uma típica ariana: aventureira, idealista e que sonha desbravar o mundo. E esses adjetivos que descrevem a personalidade da nossa aventureira também foram o passo principal pra ela se jogar nessa experiência incrível. A Austrália foi a principal escolha de Isa quando o assunto era intercâmbio, descobrir coisas novas, sair de sua zona de conforto e encarar as dificuldades de uma nova cultura.

 A estudante de Gestão de Empresas na UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) saiu do Brasil pra fazer um curso técnico na mesma área. Nas primeiras cinco semanas, fez um curso intensivo de inglês para se preparar para o segundo curso que iria fazer. 


 Morou em Sidney — cidade mais populosa da Austrália —,  durante os três primeiros meses passou por lá, ficou em uma casa de família, mais conhecida como HomeStay  porém não se adaptou, até que o curso deu a opção de mudar de cidade. E aí Isabella partiu pra uma cidade chamada Gold Coast onde foi morar em uma república e se deparou com garotas e garotos de toda a parte do mundo, mas sem medo se jogou de cabeça em todas as amizades e finalmente se sentia em casa. 

 “Sidney era maravilhosa, mas é uma cidade muito grande. Eu não consegui me adaptar direito pelo fato de demorar 40 minutos de ônibus para ir estudar e mais 20 de casa até a praia. Gold Coast foi ideal pra mim, fazia tudo de bicicleta ou a pé e na república eu convivia com pessoas da minha idade, mudar de cidade foi o ideal pra mim." 

 Isa não podia reclamar, morava a dois quarteirões da praia, estudava cerca de cinco horas por dia no período da manhã, trabalhava como garçonete em um restaurante local pela tarde e depois, ainda lhe sobrava pique para conhecer o que a noite australiana tinha de melhor.

 Estudar o que gosta parece ótimo, mas estudar o que gosta em um lugar maravilhoso chega a ser surreal, e ainda com as companhias maravilhosas que a viagem lhe proporcionou.

 Porém, isso ainda era pouco para Isabella, talvez ainda não seja a hora de voltar pra casa, então com o que sobrou de suas economias que ganhou enquanto trabalhava no restaurante, pegou mais uma vez sua mala e rumou para Tailândia e Indonésia. Férias mais que merecidas, ainda mais em um lugar desses, com duas de suas fiéis escudeiras que fez enquanto estudava – Uma inglesa e uma brasileira – partiram em mais uma aventura.


 “O mais caro foi a passagem já que o custo de vida por lá é muito barato, com 50 dólares eu passeava, comia e ainda ficava hospedada. Eu  tinha uma grana guardada da época que trabalhei, e minha mãe me ajudava também. Já que quando mudei de Sidney pra Gold Coast, nós fizemos um acordo: Como Gold Coast era uma cidade menor, eu gastaria menos e ela controlaria meus gastos e guardaria o dinheiro que sobrasse pra eu poder fazer essa viagem. Fiz essa viagem no meu período de férias entre o Natal e o Ano novo”, conta Isabella.

 Os sete meses passaram em um piscar de olhos, logo Isabella segurava seu tão almejado diploma em mãos, sua mãe – que foi sua maior inspiração e quem deu todo o apoio para Isa realizar seu sonho – não podia estar mais orgulhosa. Mas uma semana antes de voltar para o Brasil, a estudante se aventurou de novo: uma semana na Nova Zelândia, onde pularia de Bungee Jump.

 Isabella todo dia compartilhava com seus novos e velhos amigos por meio de redes sociais um dos céus mais bonitos do mundo, coisa que diz nunca se acostumar. Todo final de tarde era um espetáculo, as cores brincavam em diferentes tonalidades no horizonte, hora em que ela parava pra ver como tudo estava valendo a pena.


 Hoje, com o coração apertado, lembra tudo que passou, fez promessas de voltar e até um amor ela deixou por lá. “Passei por várias coisas durante esses sete meses, conheci gente nova, conheci uma cultura completamente diferente, me diverti, fiz amigos quais vou levar pra minha vida inteira, passei por inúmeros perrengues, porém eu faria tudo de novo sem tirar nem por. “Digo e repito para todos que me perguntam se vale a pena: É a melhor coisa que você vai fazer na sua vida.”

Toda ajuda é pouco

 Hedgar Álvares nasceu no interior de São Paulo. Foi para a Irlanda pela primeira vez sozinho e bastante jovem, tinha 18 anos. O plano inicial era passar seis meses em Dublin. Ficou por seis anos. Ele diz que sua experiência lá foi inesquecível (adjetivo que praticamente todos intercambistas usam para descrever suas histórias overseas).

 Atualmente, Hedgar é responsável pelo escritório de uma escola irlandesa especializada em cursos de inglês, com filial em São Paulo, e ajuda dezenas de jovens a realizarem seus sonhos, assim como ele mesmo fez anos atrás. Anna Dombrauskas faz parte desse grupo de jovens sonhadores. Aos 19 anos, ela se prepara para fazer sua primeira viagem internacional. “São muitos detalhes! Confesso que no começo fiquei um pouco confusa, mas agora que estou na metade do caminho, todas a dificuldades se tornam pequenas”.

 A ajuda de Hedgar tem sido indispensável para Anna. Ele a acompanha desde o momento em que decidiu quanto tempo duraria seu curso, passando pela emissão do seu passaporte, escolha de acomodação, horário das aulas e estará com ela até o momento em que desembarcará de volta ao Brasil. Para um intercambista de primeira viagem, esse cuidado faz toda a diferença.

 Àqueles que almejam estudar ou trabalhar fora de seu país natal, Hedgar recomenda muita responsabilidade e organização. Para ele, morar em um país estrangeiro não é para todos, é preciso ter muita educação e estar sempre atento a pessoas e escolas oportunistas. “Hoje em dia, não faltam agências, agentes e escolas de intercâmbio que prometem mundo e fundos aos estudantes, mas que não podem cumprir nem metade do que falam”.  


Artigo


A ESCOLHA DA SUA VIDA

Ana Paula Barbosa, 24, é formada em Jornalismo pela instituição UniFIAMFAAM, e como tema de seu tcc Ana Paula estudou as tendências e comportamento dos jovens

   Fim do ensino médio é chegada a hora de escolher que graduação cursar e dar o primeiro passo em direção a uma das maiores decisões da vida: que profissional desejo ser. Começa a contagem regressiva de ingresso na universidade e a preparação para uma escolha certa é primordial.

   Que curso fazer? Em que faculdade? Faço cursinho pré-vestibular? Tento entrar na USP? Essas são algumas das muitas perguntas com infinitas possibilidades que surgem à cabeça e é claro que a pressão psicológica faz o coração ficar a mil.

   A escolha da graduação não deve se pautar em tradições familiares ou no caminho mais curto, ou seja, não adianta cursar direito porque o pai é juiz, ou fazer administração porque o vizinho é administrador e vai te conseguir um trampo, esse é um momento individual e a escolha só depende de você e talvez uma das respostas mais importantes e simples que se deva buscar é: Eu vou curtir a profissão?

   A profissão escolhida pode te trazer stress, alegrias ou dor de cabeça dependendo do que foi traçado, mas o universo acadêmico existe pra te direcionar e lhe ajudar a amadurecer.

   Eu não preciso cursar marketing pra me relacionar com um marqueteiro, e nem fazer economia pra ficar ao par de algumas coisas que me possam ser uteis, eu só preciso me relacionar e cursar o que eu gosto pra me dar bem mental e financeiramente após a formação.

   Mais que uma preparação para o mercado de trabalho, a universidade é um universo de conhecimentos distintos, tudo está ali a começar pelos cursos, física, química, comércio exterior, jornalismo, publicidade, administração. É uma fábrica de conhecimento dentro de um só campus.

   E se eu achar que gosto de algo e depois perceber que não era nada daquilo? Qual o problema? Nunca é tarde pra recomeçar, troque direito por eventos se tiver vontade, mas se divirta com a profissão, a escolha é sua, aposte no que te faz sentir firmeza, pesquise, propague, articule ideias, interaja com pessoas e então defina o que você quer ser quando crescer porque é chegada a hora.

 

Coluna

Copa: O jeitinho Brasileiro de fazer as coisas

Thainá Miranda


Seria gratificante nós, Brasileiros sermos lembrados por fazer algo tão grandioso quanto uma Copa do Mundo,  isso nós conseguimos. Porém, mais gratificante ainda seria executá-la com êxito, e bem, aí que vem o problema.

Caos define o nosso país desde que fomos “escolhidos” para sediar o maior evento esportivo do mundo. Primeiramente que escolhido não é a palavra certa, já que o Brasil se ofereceu para realizar a Copa. Bom, até ai está tudo ok. O problema começa quando a imprensa mundial vira suas câmeras para o País Tropical, aí sim até nós Brasileiros começamos a descobrir coisas que se quer sonhamos que aconteça por aqui.

 A corrupção galopante, a miséria que atinge a grande parte do país, as eternas “marolinhas”, a precariedade no transporte público e nos aeroportos  - digo isso não só devido a Copa, mas o que nós Brasileiros sofremos diariamente - a criminalidade nas ruas e a precariedade do sistema em geral estão em foco pelo mundo todo. Mas o que mais chama atenção é a nação em caos que não está pronta pra cantar "Sou Brasileiro, com muito orgulho, com muito amor". 

E aí, Dilma? Explica por que só estou vendo aqueles bilhões que foram investidos em estádios grandiosos (porém precários e inacabados) e os que foram desviados. Eu só queria saber onde estão os bilhões investidos na educação, na saúde e na população. Porque os estádios sendo construídos e os parlamentares viajando eu vejo, mas a população brasileira tendo uma vida digna... Isso, eu não tenho visto nem em meus melhores sonhos.

Chega a ser vergonhoso um país que carrega o futebol no sangue, empurrar um evento de tal magnitude com a barriga. 
 

Perfil

O empreendedorismo está no sangue

             Amanda Pereira e Patrícia Braga

Com rosto de uma menina meiga e com um ar aparentemente infantil, Marisa Romani, apesar de sua pouca idade, mostra a que veio.  Aos seus 24 aos Marisa já tem sua própria assessoria de imprensa, fruto de um trabalho de conclusão de curso muito bem planejado, e como diz a própria Marisa, “é um filho para mim”.
Marisa nos chega cedo ao local da entrevista, uma jovem despojada com seu tênis adolescente, blusinha regata básica e com o cabelo todo vermelho, mas o que chama a atenção é a empolgação que vemos nos seus olhos ao falar sobre sua “criação”.
Sempre quis trabalhar com assessoria de imprensa, em específico o ramo de futebol. “Sou apaixonada por futebol, até fui arbitra por dois anos para os times da minha categoria. Tive 100% do apoio da minha família. Minha mãe é professora e tem a própria escola, meu pai é corretor de imóveis. Essa vocação empreendedora está no sangue.” Conta ela com sentimento de orgulho que tem de sua família.
Mariza se formou em Jornalismo na Universidade Mackenzie, lugar onde pôde aproveitar ao máximo a oportunidade de concretizar seus objetivos. “A faculdade é onde podemos errar, treinar e errar de novo, lá você tem o apoio dos professores, e o meu foi como um pai. Meu orientador já não aguentava mais ver a nossa cara de tanto que íamos atormentá-lo para dar uma olhada no mínimo detalhe que fosse do nosso trabalho”.
“Sempre me empenhei muito na faculdade, enquanto os outros colegas de sala estavam desesperados no final do semestre com entrega de trabalho, eu estava amando aquilo, pois eu tinha me dedicado muito”, dispara Marisa se orgulhando daquelas palavras.
Ela tinha certeza do que queria, sempre com pensamento positivo afirmou que nunca pensou que não ia dar certo, “Abri a empresa acreditando que ia dar certo. O medo vem é claro, mas sempre pensei positivo”. Marisa pensou que fosse mais fácil abrir o próprio negócio, mas isso não fez com que essa jovem empreendedora e cheia de ideias inovadoras desistisse do seu objetivo. “Hoje tenho mais o pé o chão, excluí preconceitos, cresci absurdamente com essa experiência. Não me arrependo, mas hoje tenho mais o pé o chão.”
Para Marisa manter uma assessoria, principalmente quando você não tem experiência, tem que dar a cara a tapa, “É um desafio por dia” diz ela, mas para essa jovem empreendedora, seu atendimento personalizado que fez a diferença.  No início a sede era a casa de Marisa, os recursos são poucos, não se tem nenhum ganho até, efetivamente, conquistar os clientes. Quando sua sócia saiu da empresa, teve que contar com a ajuda da família para conseguir tocar o negócio e atender seus clientes.
Desde o início da sua empresa, Marisa já assessorou time de Hugby, onde pôde estar mais perto do esporte que, segundo ela mesma ainda pretende ser assessora de imprensa de um grande time de futebol. Já assessorou o apresentador João Cleber, teatro Bibi Ferreira e atualmente se dedica a assessoria de imprensa e divulgação de diversos projetos teatrais.
Para ela o segredo de todo esse trabalho, é não ter vergonha e dar a cara a tapa, fazendo um trabalho diferenciado e de qualidade para seus clientes. “As coisas não são fáceis, mas acredito que o que é meu tá guardado. A empresa aconteceu porque era para ser”.

Coluna

“O QUE? TEM TRABALHO PRA AMANHÃ?"

Gabriela Costa

  O fim do semestre já está quase aí e com ele, chegam os temidos deadlines para entrega de atividades. Se você já está com tudo encaminhado, faltando apenas uns retoques finais, meus parabéns! Você é uma pessoa organizada — o que é muito raro.
  Infelizmente, boa parte (pra não dizer a grande maioria) dos estudantes, deixa tudo para a última hora.
  Se você se enquadra nesse perfil, não se desespere. Basta saber se organizar que você vai conseguir cumprir todas as suas tarefas e ainda ter um tempinho livre para relaxar.
Aqui vão algumas dicas:

1)  Separe prioridades;
  Saiba dar a cada tarefa, sua devida importância. Sempre vai existir aquele trabalho que exige mais tempo e concentração e aquele que você sabe que vai conseguir executar com mais facilidade. Para os mais complicados, reserve um pouco de tempo todos os dias e, para os menos, reserve dois dias da semana, por exemplo.

2)  Visualize;
  Arrume uma agenda ou calendário que te permita anotar todas as suas atividades e visualizá-las. Isso é muito importante para se ter a dimensão de tudo aquilo que precisa ser feito e te ajuda a ter um controle mais rígido. Não adianta querer confiar só na sua mente, provavelmente é por isso que você se tornou uma pessoa desorganizada.

3)  Cronometre seu tempo;
  Apenas organizar o que deve ser feito não é suficiente. É muito importante também, separar a quantidade de tempo necessária para a execução de cada tarefa (até para as de lazer) e se policiar para nunca sair do limite. Se acontecer de você finalizar uma atividade antes do previsto, use o tempo livre para adiantar outra que seja mais complicada ou ler. Nunca perca o ritmo. Se relaxar fora da hora, vai ser muito difícil pegar no tranco de novo.

4)  Mantenha o foco;
  Para que todas as dicas acima sejam realmente úteis, você precisa adquirir o hábito da disciplina. Essa, sem dúvida, será a parte mais difícil. Tenha bastante cuidado com as redes sociais, elas são traiçoeiras.

  É bom lembrar que essas dicas não precisam ser aplicadas, necessariamente, em um momento de crise. Você pode leva-las para a vida toda!

  Não vai ser fácil, porém, se você se esforçar, verá que se tornar uma pessoa organizada e produtiva não é um bicho de sete cabeças. No final das contas, é uma mudança de hábito que vale muito a pena.

  Lembre-se: o seu único obstáculo é você mesmo.


Perfil


Conquistando novas línguas

Como o sonho de ensinar encontra o de aprender

Caroline Pasternack

   Formado em Letras pela Universidade de São Paulo, e amante do inglês, Daniel Ferraz decidiu dedicar sua vida para educar e tornar melhor a de outros. Filho de professores, Daniel diz que nasceu pra ensinar “Nasci professor e educador! Apesar das condições muitas vezes precárias da educação no Brasil, nunca desisti desse sonho de educar, de ensinar, de fazer sorrir e de ser feliz em cada momento da aula e fora dela!”

   Nascido em Poá, hoje aos 37 anos, ele chega à nossa entrevista como sempre correndo, em mais um sábado de sol dedicado aos afazeres como coordenador na escola de línguas EFL Global. Vestindo camiseta preta e calça jeans, nos conduz à sala de professores, onde iniciamos um bate papo. Ele nos conta que estudou inglês desde os 10 anos, e nem se lembrava se realmente gostava quando começou, a relação ficou sólida quando se tornou professor e o contato com a língua foi mais que necessário.

   Como todo bom educador, o sonho de transformar vidas anda lado a lado, e Daniel tirou a vontade do papel quando embarcou na ideia de oferecer ensino de línguas a um preço acessível e quebrar as barreiras de algumas pessoas para este universo, ”Há quase 20 anos atrás, eu fui contratado pela coordenadora Irene Paulina, a qual tinha idealizado um projeto de ensino de idiomas que tinha como missão ensinar com qualidade a valores muito acessíveis, ou seja, a proposta foi de popularizar o ensino elitizado de idiomas na cidade de São Paulo. Deu certo e na época chegamos a ter quase 3 mil alunos no Centro de Estudos Álvares Penteado no centro de São Paulo”, conta.

   O projeto nasceu em 1996, e se instalava em prédios públicos como as ETEC's , mas no ano passado(2013), a escola EFL Global surgiu, e com a nova lei da prefeitura que proíbe cursos extracurriculares em prédios públicos, os alunos foram remanejados somente para a escola. Ao longo de sua carreira, Daniel viajou para diversos países como Londres, EUA, França, Canadá, Argentina, e ele traz toda a bagagem de suas viagens e do tempo que morou fora para o método, que conta com aulas dinâmicas, jogos, passeios e que coloca a língua na vida do estudante.

   Para manter a escola, Daniel diz que conta com a ajuda dos próprios alunos no marketing viral, já que não usa propagandas em veículos de mídia como grandes escolas de línguas, e nos conta que o lucro é baixo, mas o retorno em cada novo aluno vale a pena. Neste projeto, ele tem uma de suas maiores realizações, que são os três livros/apostilas “English for Life” usados nos três primeiros módulos do curso de inglês por seus alunos, mas claro que seus sonhos não param por aí; dentro da cabeça agitada de Daniel, já se desenvolvem novos projetos como levar essa democratização do ensino de línguas para todo o Brasil.

   Questionado se deseja deixar um recado para os estudantes, ele responde sorrindo “Sim, claro! Never Forget Your Dreams! Recado 2: esqueçam seus traumas, pois aprender idiomas pode ser prazeroso e culturalmente enriquecedor.” E assim encerramos nossa conversa, com esse professor que sem imaginar, ensina muito mais do que gostaria.

Crônica


Dia de visita

Caroline Pasternack

Dias atrás fui visitar um amigo, com pesar no coração pois ele estava preso. Nesse momento, como de costume, todos os amigos somem ou colocam dificuldades como: Ah! Ele está lá, atrás daquele balcão, precisa passar por aquele carcereiro que nunca sorri e tudo mais. Realmente era mais fácil quando ele estava nas paradas de sucesso ou na lista dos mais vendidos, mas agora ele depende de visitas para ver a luz do sol.

Ah meu grande amigo! Na verdade não entendo o que fizeste para receber tal castigo, você que sempre deu conhecimento, que entreteve, argumentou e agora fica aí, longe do contato, do toque. Passou por tantas mãos, e nem exigia grandes cuidados, já ficava satisfeito em ser importante para alguém. Realmente são misteriosos os caminhos aonde a vida nos leva, mas tenha certeza que sempre haverá alguém ansioso por seus ensinamentos.

Ao chegar em sua prisão, vi poucas pessoas na sala de visitas, sorte dele eu ter vindo! Fui ao encontro do carcereiro que com aquela cara de cansado, me perguntou o que queria, disse o nome de meu amigo e ele foi conferir se ele ainda estava naquela unidade, para minha alegria, sim, estava. Eu poderia ficar com ele ali ou levá-lo por alguns dias, decidi trazê-lo comigo para que tomasse um pouco de ar, acredito que lhe foi agradável, aquelas prateleiras da prisão cheiram a mofo de esquecimento, terrível aliás.

Passei os dias folheado suas páginas, me encantando mais uma vez com sua velha história por mim já conhecida. Quincas Borba não cansava de contar as desventuras com seu amigo Brás Cubas, seu amor pelo cão de nome homônimo ao dele e afirmava com certeza ser santo. Ainda bem que eu já sabia que ele não era lá tão são assim, por isso deixei que falasse até o dia da volta. Sendo assim ele não saberia, há quantas anda os 50 tons de cinza e nem iria dizer que a culpa é das estrelas, é do esquecimento mesmo, é da novidade, que nos lança em teias sociais e novas conexões, mas não se preocupe, eu volto. Há procura de novas histórias e novos amigos, na esperança, meu caro, de um dia te ver livre.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Nascemos aqui !

Blog criado por seis estudantes de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo do Centro Universitário UNI FIAMFAAM  com intuito de apresentar um veículo jornalístico à matéria de "Redação e Expressão Oral II", ministrada pela professora Ana Tereza de Oliveira.
Este blog foi criado para acompanhar e retirar as dúvidas mais pertinentes dos jovens que vão prestar vestibular e aqueles que já estão na faculdade. Aqui eles encontrarão atualidades, reportagens, colunas e as mais importantes dicas. Através de suas sugestões nos comentários, iremos em busca de solucionar qualquer dúvida que apareça , da melhor forma possível. Uma ajuda para não desistir de seus objetivos em épocas de dúvidas.
Muito foco e Go On!