segunda-feira, 2 de março de 2015

EDUEXPO - Feira de Intercâmbio acontece nesse final de semana em SP

Boa Noite e bem vindos de volta ! :)
 
Depois de algum tempo o Go On volta com tudo e irá trazer as melhores informações e notícias para os estudantes do Brasil ! Com uma nova cara e nova equipe!
 
Lembrando que as postagens antigas continuam aqui ! :)
 
Agora, sem mais delongas...
 
Nesse final de semana (7 e 8/3) acontece em São Paulo a 23 º edição da maior feira de intercâmbio do mundo: A EDUEXPO!
 
 
 
Serão 126 expositores do mundo todo que estarão no Brasil em alguns dias para conversar com estudantes brasileiros sobre as oportunidades em 2015, 2016 e 2017. Você vai poder conhecer um pouco mais sobre: Cursos de Idiomas, Graduação, MBA, Au-Pair, Mestrados, Estágios remunerados entre outros. Com oportunidades em diversos países como: Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha e mais!
 
Em todas as cidades acontecerão mini-seminários ministrados pelos expositores sobre temas como Educação Australiana: Descubra um Futuro Sem Limites, ministrado pelo Consulado da Austrália e EducationUSA: 5 Passos para Estudar nos Estados Unidos, apresentada pela Associação Brasil América – EducationUSA. Outro diferencial desta edição será a presença do CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do Ministério da Educação, responsável por bolsas de estudos do Programa Ciência sem Fronteiras, que prevê 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior.
 
Além de São Paulo, a feira também passará por:  
  • CURITIBA - 3 de Março      
  • RIO DE JANEIRO - 10 de Março  
  • BRASÍLIA - 12 de Março  
  • RECIFE - 15 de Março
  • CAMPINAS - 17 de Março     
A entrada é totalmente gratuita. Para se inscrever basta acessar esse link -> EduExpo , preencher o cadastro e aguardar o envio da credencial para seu e-mail. Não esquece de levar no dia !
 
Aqui em São Paulo a feira acontece no Centro Fecomercio de Eventos que fica na Rua Dr. Plínio Barreto, 285 no horário das 14h às 19h.
 
Nós iremos estar lá e depois contaremos tudo que rolou. Agora corre e faça sua inscrição!



Um beijo !*



 

sábado, 19 de julho de 2014

“O QUE? TEM TRABALHO PRA AMANHÃ?”

Gabriela Costa

  O fim do semestre já está quase aí e com ele, chegam os temidos deadlines para entrega de atividades. Se você já está com tudo encaminhado, faltando apenas uns retoques finais, meus parabéns! Você é uma pessoa organizada — o que é muito raro.
  Infelizmente, boa parte (pra não dizer a grande maioria) dos estudantes, deixa tudo para a última hora.
  Se você se enquadra nesse perfil, não se desespere. Basta saber se organizar que você vai conseguir cumprir todas as suas tarefas e ainda ter um tempinho livre para relaxar.
Aqui vão algumas dicas:
1)  Separe prioridades;
  Saiba dar a cada tarefa, sua devida importância. Sempre vai existir aquele trabalho que exige mais tempo e concentração e aquele que você sabe que vai conseguir executar com mais facilidade. Para os mais complicados, reserve um pouco de tempo todos os dias e, para os menos, reserve dois dias da semana, por exemplo.
2)  Visualize;
  Arrume uma agenda ou calendário que te permita anotar todas as suas atividades e visualizá-las. Isso é muito importante para se ter a dimensão de tudo aquilo que precisa ser feito e te ajuda a ter um controle mais rígido. Não adianta querer confiar só na sua mente, provavelmente é por isso que você se tornou uma pessoa desorganizada.
3)  Cronometre seu tempo;
  Apenas organizar o que deve ser feito não é suficiente. É muito importante também, separar a quantidade de tempo necessária para a execução de cada tarefa (até para as de lazer) e se policiar para nunca sair do limite. Se acontecer de você finalizar uma atividade antes do previsto, use o tempo livre para adiantar outra que seja mais complicada ou ler. Nunca perca o ritmo. Se relaxar fora da hora, vai ser muito difícil pegar no tranco de novo.
4)  Mantenha o foco;
  Para que todas as dicas acima sejam realmente úteis, você precisa adquirir o hábito da disciplina. Essa, sem dúvida, será a parte mais difícil. Tenha bastante cuidado com as redes sociais, elas são traiçoeiras.
  É bom lembrar que essas dicas não precisam ser aplicadas, necessariamente, em um momento de crise. Você pode leva-las para a vida toda!
  Não vai ser fácil, porém, se você se esforçar, verá que se tornar uma pessoa organizada e produtiva não é um bicho de sete cabeças. No final das contas, é uma mudança de hábito que vale muito a pena.
  Lembre-se: o seu único obstáculo é você mesmo.


terça-feira, 29 de abril de 2014

Notícia

 Universidades abrem inscrições para vestibulares de inverno

Foi dada a largada para quem pretende ingressar no segundo semestre

 Engana-se quem pensa que o período fértil para entrar na tão sonhada faculdade já passou. Esta semana mais de dez instituições públicas e privadas espalhadas pelo país, abriram inscrições para o vestibular de inverno, que possibilita o ingresso nos cursos do segundo semestre de 2014.
 O período de cadastramento é variável de acordo com cada instituição, mas, o prazo da maioria é de aproximadamente quarenta dias, ou seja, tem encerramento no fim da primeira quinzena do mês de junho.
 Há ainda as universidades mais humanizadas que oferecem descontos na taxa de inscrição para quem se cadastrar no vestibular até o próximo dia 20.
 Essa facilidade também se estende para aqueles que ainda não estão preparados para a nova empreitada. Alguns cursos preparatórios também abrem as portas para as novas turmas de maio. E nessa modalidade a vantagem é ainda maior, já que existem provas de bolsas quem em alguns casos garante a isenção total da mensalidade.
 Os interessados nos cursos de graduação e/ou preparatórios, podem se inscrever pessoalmente ou via internet. 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Diz Aí !

Eu tenho um sonho!

Estudantes Pré-Vestibulares e Universitários contam o que atraem no curso escolhido e o que esperam da vida profissional

"Meu sonho é me formar em Medicina, eu amo esta profissão e sou completamente apaixonada por crianças. Estou me esforçando muito, estou no último ano do ensino médio e faço cursinho no período da tarde, o que me inspira são os pequeninos. A rotina de estudos é pesada, cansativa e muitas vezes exaustiva, mais tenho certeza que no futuro valerá a pena, serei uma doutora bem remunerada, e alcançarei todos os meus objetivos através disso, e do amor e carinho com que trato o próximo e ficarei gratificada(sic) em poder ajudar."
Thalita Angela, 16, Estudante do 3° Ano do Ensino Médio no Colégio Dom Pedro - Taboão da Serra/SP, e Estudante do Cursinho Objetivo.

"Meu sonho é passar na faculdade de medicina, entretanto, a possibilidade de eu não passar este ano é muito grande , pois é o curso mais concorrido. Tenho aula todos os dias até as 17h praticamente , com exceção de sexta. De terça feira faço curso de redação a noite e chego em casa bem tarde. Durante o sabado faço cursinho das 7h as 19h . Saio da escola e faço 1h de academia, e depois fico até a noite estudando, as vezes viro a noite quando tenho prova. No domingo passo o dia estudando e só paro para ir na escola. Todas as pessoas do meu curso que almejam passar na faculdade de medicina estão há três anos - no mínimo - fazendo cursinho. Acho que a maior dificuldade é a falta de confiança ao pensar que todos afirmam que é impossível passar no primeiro ano de vestibular para medicina. A pressão sentida é muita , mas temos que aprender a conviver com isso para alcançar o sonho. E pode demorar 3 anos, o que importa é eu passar."
Bruna Faustino, Estudante do 3°ano do Ensino Médio no Colégio Gibran- Taboão da Serra/SP

"Sempre tive um carinho especial pelas palavras, e por tudo aquilo que elas podem transmitir. Trabalhar com isso é muito especial, principalmente quando o que você transmite é a verdade. Tenho dois grandes sonhos dentro da profissão: O primeiro é estar presente em acontecimentos históricos, acompanhando de perto capítulos importantes das mudanças no Brasil e no Mundo. O segundo é ter a liberdade de sempre dizer a verdade, sem se preocupar com nenhum patrocínio ou possível repressão. Claro, considero o primeiro objetivo mais palpável."
Weslley Silva Neto, 18, Estudante do 3° Semestre do curso de Jornalismo da FAPCOM (Faculdade Paulus de Comunicação)

"Ingressar numa universidade, fazer uma graduação e ser um boa profissional, sempre foi meu sonho. Desde meus estudos na escola primária, comecei simpatizar com a ideia de ser professora. Eu, acredito que ensinar é uma arte. Exige paciência e muita dedicação. Além disso, eu amava aprender, gostava muito de auxiliar meu colegas que tinham dificuldades em assimilar os conteúdos. Ao ingressar na Universidade, estou adquirindo a noção da responsabilidade de um pedagogo. A educação é a base da organização da nossa sociedade. É tarefa do pedagogo, lecionar com excelência, identificando métodos de ensino eficazes para que o aluno possa aprende adequadamente. O curso preza os aspectos humanos, desde a psicologia à compreensão da organização social. Infelizmente, o profissional de pedagogia é totalmente desvalorizado. Tenho a plena consciência de que enfrentarei diversos problemas durante a minha jornada profissional (faixa salarial baixa, problemas sociais e culturais; problemas que todos nós conhecemos...). Mas, eu estou completamente realizada, pois acredito que essa é uma profissão modificadora e essencial para o sistema social."
Janyne Moreira de Sena, 18, Estudante vinda de escola pública, recém-aprovada para Pedagogia na Usp (Universidade de S.Paulo)


"Meu sonho na área profissional é atuar com mídia televisiva, se for necessário farei uma segunda graduação em rádio e tv, agregando estudos fora do pais, envolvendo idiomas, pós graduação, mba. Junto a isso, gostaria de ter uma empresa própria, começando com empresa on-line, conforme crescimento e demanda expandir para outros 'pontos'."

Valquiria Nunes Pereira, 21, Estudante do 5° Semestre do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Anhembi Morumbi

" Meu sonho é poder 'ajudar' as pessoas a se tornarem melhores ,a ver que na vida sempre há uma saída, ouvir as misérias humanas."

Anne Gabrielle, 17, Estudante do 1°Semestre do curso de Pscicologia no Centro Universtário FacVest - RS

"Meu sonho sempre foi trabalhar na área da construção civil. No início ainda não tinha certeza se seria engenharia ou arquitetura. O que me ajudou muito a escolher definitivamente, e me agregou muito em larga escala profissional, foi o curso técnico em edificações; que além de me ajudar a decidir me deu uma profissão. Sem contar as portas para o mercado de trabalho que foram abertas. Bom, ao término deste, cheguei a conclusão de que iria trilhar o caminho da engenharia civil pois sempre fui fascinado por grandes estruturas. E aqui estou em meu último ano, muito feliz com a escolha. Amo o que eu faço e é um sonho que está prestes a se realizar."

Lucio Ramos, 23, Técnico em Edificaçãoes pela Etec, e estudante do último ano de Engenharia Civil na Universidade Mogi das Cruzes (UMC)

Reportagem

Cotas: alternativa ou solução ?

Após 1 ano, sistema de Cotas ainda causa polêmica

Por: Amanda Pereira 
(Elaborada como material de avaliação durante o 2° Semestre do curso)

Aprovada em 29 de agosto de 2012 a Lei de Cotas visa inserir jovens de baixa renda – concluintes do Ensino Médio Regular ou Educação de Jovens e Adultos em escola pública ou obtido o certificado de conclusão do ensino médio pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) – , pardos, negros e indígenas em Universidades Públicas. Até 2016, 50% das vagas serão destinadas a estes estudantes.

Desde sua aprovação, as opiniões são variadas acerca da Lei. As críticas surgem principalmente sobre a declaração de ser negro. O principal argumento é que, dessa forma, instala-se a diferença de raça de forma clara no Brasil.

Para o antropólogo, escritor, dramaturgo e gestor público Luiz Eduardo Soares, em entrevista ao site Nota de Rodapé, as diferenças escolares entre negros e brancos se repetem há muito tempo, e o problema do racismo precisa ser solucionado – ou amenizado. “É preciso agir de imediato, recorrendo-se aos mecanismos disponíveis, ou seja, adotando-se políticas públicas pragmáticas de efeitos tópicos e imediatos. As cotas incluem-se nesse repertório de ações públicas que não constituem soluções, propriamente, mas mitigações e redução de danos.”

Sobre a questão do mérito para o acesso, Luiz Eduardo indaga se as oportunidades para o ensino foram as mesmas. “As condições com que contaram para a formação escolar foram muito diferentes: a qualidade das escolas foi diferente, a qualidade de vida em casa, no transporte, assim como terão sido distintas as chances de acesso aos livros e ao material didático pertinente”, analisa.

Já Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo, vice-presidente do Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, Ciência e Tecnologia, contrária a Lei, vê como o melhor caminho para a solução do problema de acesso ao ensino superior a adoção de um amplo programa de financiamento a estudante carente, mas “academicamente capaz”.

Além disso, acredita que é papel do governo promover incentivos ao estudo, e não das Universidades. “(as Universidades Públicas) precisam ser preservadas de responder por este tipo de política de inclusão social, que é de estado e não delas.”

Já Josete Lima dos Santos e Regina Helena Pires, professoras da rede pública, disseram ser a favor da lei.

Para Josete, há 18 anos nas salas de aula, as cotas precisam existir. “A Universidade não pode dar as costas aos alunos. Claro que existe a defasagem, e seria muito melhor investir na educação pública”, argumenta.

Regina, formada em Letras pela Universidade de São Paulo em 1981, vinda de escola pública, lembra que passou por situações de preconceito por ser negra, principalmente por parte dos docentes. “Eles (professores) olhavam de baixo a cima para mim. Posso falar por experiência própria: sofri muito.” Acrescenta, ainda, que vê “uma dificuldade muito grande de aceitação dos alunos cotistas”.

No ponto de vista das educadoras, o desamparo aos alunos que entram pela existência de cotas é o principal fator que precisa mudar. Questionadas sobre o que poderia mudar, a resposta é clara: investimento na educação básica!

Em relação a existência do projeto, Josete é mais radical e acredita que “a Universidade só está tentando amenizar o sofrimento social”, e acha que ela tem que fazer alguma coisa sim. Mas pondera que os frutos só serão vistos daqui uns 10, 15 anos.

Editorial

To sir, with love

Equipe Go On

 Ah! O professor! Durante a nossa vida, conhecemos inúmeros deles. Pessoas que se dispõem a ensinar, transmitir seu conhecimento e ajudar seus alunos e atingirem seu melhor, alcançar seus objetivos e continuar a progredir.

Inevitavelmente criamos vínculos com eles que, em alguns casos, são levados para a vida toda. O mais importante para nós, alunos, é o que aprendemos com eles, o modo como aprendemos; é assim que se estabelece uma boa relação aluno—professor. A cor da pele, tipo físico ou idade raramente interfere nesse processo.

 Recentemente, uma decisão do Governo Estado de São Paulo causou grande polêmica em diversos veículos de comunicação. Professores, concursados e altamente gabaritados, foram impedidos de assumir seus cargos de direito por conta dos seus índices de IMC, considerados altos para os padrões “aceitáveis” pela instituição. Mesmo tendo sua boa saúde atestada por diversos outros exames, se no momento da perícia médica for constatado um nível elevado de massa corporal — indicando obesidade mórbida—, o profissional será considerado inapto a exercer sua função.

 A justificativa dada é a de que considera-se não apenas a  capacidade laboral atual do professor, mas também um prognóstico que analisa a saúde a longo prazo. Trocando em miúdos, se você está acima do peso, é mais propenso a ter problemas de saúde e o governo não quer arcar com os custos do seu tratamento, sendo você um funcionário público, e nem se dar ao trabalho de colocar outro professor em seu lugar. O que faz muito sentido, se termos em mente que pessoas magras são imunes a qualquer tipo de doença!

 É inconcebível que a capacidade de ensinar de um indivíduo seja medida por um aspecto tão insignificante quanto esse. Um professor bom é aquele que consegue transmitir conteúdos de maneira clara e sanar dúvidas, isso pode ser feito por uma pessoa gorda ou magra.

 Vale lembrar que o IMC é um indicador que vem sendo questionado pela comunidade médica. A ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade) não o considera como um método adequado para medir a saúde de uma pessoa porque existem algumas doenças cardiovasculares causadas por gordura localizada em certas regiões do corpo e essa gordura não é considerada pelo IMC.  

 Um governo que toma atitudes como esta, baseadas na ignorância, não é um governo competente e digno. Um governo que adora levantar a bandeira da igualdade, mas que na hora “H” é o primeiro a discriminar, é mentiroso e enganador.

 A rede pública de educação está longe de ter a quantidade necessária de professores capacitados, não deve tratar os poucos que tem com tamanha leviandade.


Reportagem


O Passo a passo do Futuro
         Descomplicando o financiamento estudantil

Por Caroline Pasternack; Infográfico por Patrícia Braga

Vontade de crescer e ter uma vida melhor, motivação usada por muitos jovens na hora de escolher ingressar no ensino superior. Pode ser também, a realização de um sonho, ou a resposta à pergunta: “O que ser quando crescer?”, para alguns, é mais que obrigação e sim um desafio entrar na vida acadêmica. Primeiro vem a escolha do curso, depois a instituição e ai o problema sobre quem paga essa conta. Para muitos, os pais são a solução, mas para outros não há muito o que fazer, a não ser batalhar mês a mês para quitar as mensalidades. Eis que de repente, a conta não fecha mais e desistir não é uma opção, para essa demanda surgem os financiamentos estudantis.

Alguns bancos privados oferecem financiamento, mas o mais popular entre os estudantes é o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) oferecido pelo governo federal através dos bancos Caixa Econômica e Banco do Brasil. O programa consiste em financiar de 50% a 100%, o valor do curso, dependendo da renda familiar do estudante, cujo pagamento será feito após 18 meses depois da utilização. O programa passou por algumas mudanças nos últimos dois anos, como diminuição da taxa de juros (atualmente está em 3,4% ao ano), exclusão de uma das fases, que aumenta o tempo de carência ao pagamento e maior período de amortização(pagamento) que é de três vezes o tempo em que o estudante permaneceu no financiamento, acrescido de 12 meses.

Este período é importante pois o estudante consegue entrar no mercado de trabalho e se estabelecer, para assim começar a quitar as parcelas, como afirma a estudante de Designer Gráfico, Marjorie Nunes, 21, “Pretendo completar o curso fazendo uso do programa, pois mesmo conseguindo um emprego, seria um pouco difícil manter a faculdade e o elevado custo das mensalidades”. A dificuldade em uma boa colocação e os altos preços, prejudicam os futuros estudantes a conseguir acesso ou até mesmo manter. “O FIES ajuda aquelas pessoas que desejam ingressar na faculdade e não tem as condições financeiras exigidas pela universidade, no meu caso, se não fosse pelo programa eu não poderia estar estudando neste ano”, completa.

Papelada

Como em todo financiamento, há exigência de diversos documentos para comprovar as informações declaradas ao site, filas e idas ao banco, necessitando de bastante paciência do estudante que realmente tem interesse de ingressar em seu curso. Para realizar a validação dos documentos, cada instituição conta com um núcleo chamado CPSA (Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento), que realiza a triagem e encaminha o aluno ao banco escolhido para conclusão do financiamento.

Em algumas universidades como a Anhembi Morumbi, que concentra sua comissão no campus da Paulista, as senhas para atendimento são entregues à partir das 8h, mas a fila na porta da faculdade começa às 6h e a espera para ser atendido pode durar até 12 horas, correndo o risco de não estar com os documentos corretos. “Muita gente vem à CPSA sem muita informação, com documentação faltante e irritados por não estar com tudo certo, ou acreditar que poderia fazer o financiamento e não conseguir, mas esses transtornos poderiam ser evitados se as pessoas se informassem melhor, nosso trabalho é esclarecer o máximo possível e conseguir ajudar a realizar sonhos",diz Rodrigo Faber, 28, atendente da Comissão da universidade FMU.

Já o banco afirma que muita gente chega à fase final mal informado pela faculdade.” Os estudantes acham que ao chegar no banco leva cinco minutos para resolver e gerar o contrato, além de faltar documento. Quando não há fiador, é mais simples, mas quando há necessidade é como se aumentássemos uma etapa, e quase nenhum deles chega aqui com essa informação”, explica Ida Franco Costa, 50, Auxiliar de atendimento da Caixa Econômica. O fiador precisa ter renda igual ou superior a duas vezes o valor da mensalidade e pode ser familiar do aluno. Não é necessário caso a renda per capita da família, seja de até um salário mínimo e meio ou que o aluno queira ingressar em cursos de licenciatura.

Apesar da confusão nas informações e um pouco de cansaço na contratação do financiamento, é uma porta a mais para o estudante e uma possibilidade de conseguir sua realização profissional e pessoal. “Achei que exigiram documentos desnecessários, fui três vezes à faculdade e ainda assim faltava algo. Acredito que para quem que não possui condições de estudar, o programa ajuda muito, a taxa de juros é pequena, não gerando muitos reajustes. Hoje tenho o meu curso financiado pelo FIES e não me arrependo, mesmo sendo um processo um pouco demorado, valeu muito a pena”, comemora Carolina Melo Alves,19, Auxiliar administrativa e estudante de Administração. Com mais essa possibilidade em mãos, cabe ao estudante decidir o melhor para seu futuro.
 
ETAPAS DA CONTRATAÇÃO